Donna Viagem - Destinos

Março 12 2015

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Não há terra sem paradoxos. Se o olhar se aventura um pouco para além das aparências, surgem estranhas figuras contrastantes, que são, também, inevitavelmente, parte da identidade local. É o que acontece em Ocho Rios, estranho nome que por momentos nos faz esquecer queestas Caraíbas passam ou flutuam ao lado da América Latina, pelas estâncias de férias luxuosas e casas coloridas típicas reconstruídas ao jeito de um parque de diversões.

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Foi ali que começou a primeira vaga de turismo nesta ilha implantada entre o azul-turquesa do Caribe e o verde luxuriante das florestas do interior. A economia e a animação da pequena cidade são um paradigma desta face da Jamaica, onde os mercados esperam a chegada dos turistas. 

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Aqui vive-se a um ritmo indolente, sempre com algumas notas de reggae nos ouvidos. É impossível esquecer que estamos na terra de Bob Marley. Há cartazes que nos lembram uma parcela da mensagem do célebre músico: the sun is shinning, the weather is clear... Na verdade, não é difícil a conversão a um epicurismo autista neste paraíso de doces prazeres. Cada viajante inventa as suas próprias referências se souber resistir ao canto da sereia das frases promocionais. E entre a trilogia "Café, sol e rum", é preciso deixar-se seduzir pelos suaves aromas do que dizem ser o melhor café do mundo, essa substância negra e perfumada que vem das vertentes das Blue Mountains, no leste do país. O sol é companheiro, à vez, da chuva. A pele doura-se de manhã na preguiça das praias. De repente, os céus do Caribe tingem-se de um azul pesado e soturno. O calor e a humidade fazem uma aliança e a tromba de água aí está, a irromper num magnífico cenário de faíscas e trovões. Este espectáculo salva-nos da monotonia e é mil vezes melhor que qualquer parque temático. A turbulência lembra outra face da identidade da Jamaica.

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O africanismo, o reggae, a religião rastafarian remetem-nos para a conturbada história da ilha. Foi Colombo que a descobriu, logo a classificando como la más bella que había visto jamás. Os índios Arawak não resistiram e cedo foi necessário trazer escravos de África para trabalharem nas plantações de açúcar. O rum, herdeiro dessa escura saga, é a outra bebida emblemática da Jamaica, bom companheiro para as noites cálidas da beira-mar. Afinal, nenhuma identidade se constrói ou se afirma sem o tempero dos paradoxos.

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“…todos os destinos, num só lugar…”

publicado por Donna Viagem às 01:05

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